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sábado, 14 de abril de 2012

O MOSQUITO

Vem, dengoso,
o mosquito curioso.


Nascido  no mangue
voa atrás de sangue.


Atrás da hemácia
supera qualquer audácia.

A fêmea, vampira,
do sangue a retira.

Água limpa e parada
é a sua morada.

No pneu, a chuva
lhe cai como luva.

No pote vazio
nasce sadio.

Pica o doente
antes do poente.

Com vírus na saliva
voa à deriva.

Nova picada:
a doença disseminada.

Ao seu passar ruidoso
o corpo fica moroso.

A febre, um sinal.
O sofrimento, geral.

A dor de cabeça
lhe prega uma peça.

Na articulação
pode ser confirmação...

Acabou o merengue:
estou com dengue!


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