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sexta-feira, 1 de julho de 2011

A PALAVRA

O poder das palavras
é algo encantador.
Ao mesmo tempo em que cria,
pode trazer o horror.

Seu poder gerador,
que torna única a nossa espécie.
Ao mesmo tempo em que ilumina,
também obscurece.

Uma fala retórica
que vê a história linear,
pode, a beleza da dialética,
em mero discurso transformar.

Onde estão os saltos?
Cadê as revoluções?
E os reveses? As regressões?
Tudo, tudo se perde.

Como pode a ciência,
fazer isso com a realidade:
inventá-la como discurso vazio,
sem clemência, sem piedade?

Como pode a cientista,
depois de um lauto café,
cansar tanto a platéia,
expor, assim, a história plebéia?

Ao menos se salva
a crítica aos intelectuais.
Não pela crítica em si mesma,
mas pela possibilidade
de debate que ela traz.

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