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quinta-feira, 14 de julho de 2011

AREIA


Na areia desfaz-se o tempo.
De areia, feito desalento,
constroem-se, lento,
moinhos de vento.
Da aspereza de seus grãos,
brotam, no chão,
uma semente, um rebento,
que, vindo ao mundo,
violento,
sacode os restos,
poeirentos.
Areia ferrão,
atrito de corpos
largados no chão,
ao relento.
Areia ilusão
de viajantes sedentos
que se descobrem,
desatentos.

4 comentários:

  1. Muito lindo! Estamos esperando por voce no SEMENTES DE POESIA! Sua poesia é alimento para nossa alma!
    grande abraço,
    Regina Mello

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  2. Lindo! Fiquei sensibilizada com a imagem que criei ao ler teu poema: vida que brota, tempo, transformações. Estou buscando aprender. Obrigada,
    Vera Mosmann

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  3. Obrigada pela generosidade de suas palavras! Abraços!

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