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segunda-feira, 13 de junho de 2011

À DERIVA

Navego por mares incertos,
alternam-se tempestades e calmarias.
Não consigo atracar.

Ao longe, enxergo ilhas solitárias.
Flerto com recifes de corais.
Lulas gigantes me olham nos olhos,
querendo devorar-me.
Não posso atracar.

Continentes passam por mim feito
montanhas de gelo flutuantes.
Imensos cardumes me negam alimento.
Ainda não preciso atracar.

Medusas reluzentes iluminam meu caminho
com seus tentáculos biofosforescentes.
A névoa aos poucos começa a se dissipar.
Já nem quero atracar...

Um porto. Será seguro?
A baleia branca que me acompanha desde sempre
                                                          guia-me até ele.
Sinais emitidos da costa
reascendem em mim alguma esperança.

Vejo um farol que começa de repente a piscar:
código morse.
Atendo ao seu chamado.
E resolvo finalmente atracar.



Daniela Versieux - novembro/2010

3 comentários:

  1. Nota: Escrito no alto vermelho e cinza do Santa Efigênia ao florescer de mais uma balzaquiana!

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  2. Nota 2: O Arrudas que foi escrito no alto vermelho e cinza do Santa Efigênia! Tô perdida nesse blog! kkkkkk

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  3. Na confusão de meu ser,
    perdi-me e encontrei-me.
    Na confusão de suas palavras,
    encontrei-me e perdi-me.
    Definitivamente!

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