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segunda-feira, 6 de junho de 2011

ARRUDAS

Vejo-te cheio, imponente
As margens elevam-se monstruosas,
única alternativa ao cimento
que o cerca


Desce a avenida sem hesitar,
empurrando a última cachoeira
que lhe resta,
antes de desafogar mágoas
e excrementos no Velhas


Vejo-te.
A tempestade caindo ao longe
anuncia uma realidade já dada
No futuro do pretérito,
a calmaria impera


O amanhecer nebuloso
traz a segurança do rio calmo
Ainda uma vez, contido nos estreitos limites
do canal quase boullevard:
Presente imperfeito


O sol abre o domingo,
esperançoso.
Nenhuma gota cai aqui.
Fiquemos privados do arco-íris
Fiquemos com a promessa do seu fim


Daniela Versieux - 25 de janeiro de 2011

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